O Museu de Belas Artes de Cataguases recebeu no dia 20 de maio os artistas Cláudio Antunes Machado, Ângela Xavier e João Raul para uma mostra de fotografias e esculturas. Mais de cem pessoas prestigiaram o evento e se encantaram com a criatividade e originalidade das peças.
PASSAREDO
Cláudio expõe fotografias de pássaros nas mais diversas situações. Ele diz que fotografar as aves é um exercício de paciência, além de ser uma grande aventura. " Lembro de cada momento para chegar a essas imagens, guardo comigo as histórias, os lugares e as horas de concentração para obter a foto desejada, foram usadas máquinas das mais diferentes, algumas fotos com câmeras bem potentes, outras com câmeras caseiras mesmo, o que faz uma foto é o olhar e a vontade do fotógrafo". São quarenta e duas imagens dos mais diversos pássaros, para ele, uma alegria mostrá-las em Cataguases. "A primeira foto completa 20 anos, é um tempo considerável, por isso estou feliz em expor no Museu de Belas Artes", completa.
HISTÓRIA
Quando história, arte e técnica se misturam é certeza de resultados belos e instigantes. É o caso do trabalho de Ângela Xavier, ela é históriadora e também contadora de histórias. Essas características e mais o fato de morar em Ouro Preto faz a simbologia ser algo forte na sua obra. "Gosto de culturas nativas, aquilo que nos deram origem, mistério, forças da natureza, enfim adoro o ser humano cultural", diz a artista. O seu trabalho possui a técnica do raku, possui cores típicas que ela define como cores de Ouro Preto, mas sem dúvida Ângela diz que é sua formação teórica e técnica que a faz diferente.
GALHO DE GOIABEIRA
Cataguarino é um distrito de Cataguases, lá mora João Bidu, nosso artísta popular que usa gravetos do pé de goiaba e erva de passarinho para formar garças, ciriemas, flamingos, corujas e outras aves brasileiras. "Um dia encotrei um graveto, comecei a observar, por todos os lados, fui modelando e vi que parecia uma ave. Fiz o primeiro trabalho há vinte anos e de lá o momento não parei mais, tenho isso como um passatempo que me alegra e aproxima as pessoas de mim, as crianças, os jovens, adoram me ver trabalhando". O trabalho de João chama a atenção de quem mora longe, ele diz que sempre aparecem pessoas em seu ateliê com o objetivo de levar as peças para presentar amigos e parentes em outras cidades, sendo que São Paulo é mais citada por essas pessoas. "Estou muito feliz de expor no Museu de Belas Artes, é a minha primeira exposição e eu queria muito que fosse nesse lugar, que é bonito e tem o respeito das pessoas que admiram as artes".
A exposição dos três artístas segue até o dia18 de junho. A entrada no Museu é gratuita e os horários são de 08 às 11 da manha e 13 às 22 horas.
terça-feira, 1 de junho de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Roberto Segabinazzi e Olhares
O Museu de Belas Artes recebe entre os dias 16 de abril e 14 de maio duas exposições. Roberto Segabinazzi mostra seus desenhos, pinturas e gravuras, e Luiz Lopes apresenta parte de seu acervo particular. O primeiro é artista de rua, gaúcho que viaja pelo país e assimila as diferentes culturas do povo em sua obra, o segundo é nome forte em Cataguases, que além de suas próprias criações, abriga telas de outros artístas.
Segabinazzi possui variadas fases, para ele o fato de estar em lugares diferentes ao produzir a obra enriquece sua inspiração. "O pincel é meu abrigo", referindo-se ao fato de ser um artísta viajante, cita ainda Mário Quintana, com quem se reconhece na frase "Eu moro dentro de mim mesmo". E essas moradas dão à obra desse gaúcho diferentes temáticas e técnicas.
Olhares traduz o gosto de um artista por outros. "É uma homenagem aos amigos, compartilho o meu olhar com o olhar do público", diz Lopez. A exposição é resultado de compras e trocas realizadas por ele, algumas são presentes dos amigos, que acertaram no alvo em como agradar o artista.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Tuca Parma e Casa das Artes
O jovem Tuca Parma mostra seu trabalho no Museu de Belas Artes de Cataguases entre os dias 12 de março e 09 de abril. Ele tem 28 anos e recentemente reuniu diversos artístas da região de Ouro Preto em um local exclusivo para produção e venda de peças comtemporâneas que enriquecem a arte sacra brasileira.
Outros nomes que figuram as salas do Museu são Antônio dos Anjos, Inácio Santeiro,Tonico dos Telhados e Mauro Rocha.
A Casa de Artes fica próxima a Igreja São Francisco de Assis, na cidade histórica. Essa condição inspira escultores de madeira e pedra sabão, essa última, aliás, ganha um valor especial com a turma de Tuca Parma. Uma das artesãs desenvolve um trabalho com pó da pedra que é matéria prima em Outro Preto. "É o São Francisco ecologicamente correto", brinca Maria Vitória Guerreiro Marçal, ela explica que todo o resto da pedra sabão era desperdiçado, então, com a ajuda de Tuca criou os simpáticos santinhos e seus pássaros em diversas posições. "É uma modelagem sensível e a escolha de São Francisco deve-se ao fato dele ser um santo popular. É um privilégio estar no Museu de Belas Artes de Cataguases, pois no início nossas obras eram expostas na rua e agora é a primeira exposição itinerante da nossa casa".
Quem visitar a exposição perceberá as diferentes visões de um mesmo lugar com técnicas artísticas diferentes.
"Muitos artístas nos procuram e outros são descobertos. A Casa de Artes é um ateliê democrático", ressalta o marchand Josimar César Guimarães, que representou o artísta Tuca Parma na noite de lançamento da exposição.
"Muitos artístas nos procuram e outros são descobertos. A Casa de Artes é um ateliê democrático", ressalta o marchand Josimar César Guimarães, que representou o artísta Tuca Parma na noite de lançamento da exposição.
Outros nomes que figuram as salas do Museu são Antônio dos Anjos, Inácio Santeiro,Tonico dos Telhados e Mauro Rocha.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Imaginário e Ilustrações Digitais
Imaginário e Ilustrações Digitais são as primeiras exposições de 2010 no Museu de Belas Artes de Cataguases. Trata-se dos desenhos e cores de dois nomes das artes digitais: Dounê Spínola e Malu.
A abertura da exposição aconteceu na noite do dia 05 de fevereiro e as salas Francisco Inácio Peixoto e Marques Rabelo receberam mais de 200 pessoas no decorrer do evento. Até o dia 28 de fevereiro, os cataguasenses e visitantes podem apreciar as obras gratuitamente. O Museu abre suas portas entre 08 e 11 horas da manhã e 13 e 10 horas da noite.
Confira abaixo um breve bate-papo com os artístas Dounê Spínola e Malu. Eles falaram sobre arte, processo criativo e novas tecnologias.
DOUNÊ SPÍNOLA
Dounê é nome famoso na cultura em Cataguases. Mas pela primeira vez expõe sua criação para o público em um espaço destinado as artes. Ele faz arte digital. Tem o computador como ferramenta e é encantado com as possibilidades infinitas da máquina. Pudera... Ele vem com um currículo de anos e anos nas artes gráficas, em jornais e revistas, por onde trabalhou e aperfeiçoou seu olhar sensível em relação às cores e as formas.
MBAC: Quando começou a produzir arte ?
DOUNÊ: Desde o tempo de estudante tive o interesse, naquela época eram outras ferramentas. Depois comecei a trabalhar com artes gráficas e há quinze anos descobri os computadores e o programa photoshop me deu recursos para pintar sem pincel.
MBAC: Outras ferramentas, não é isso? Mais conhecimento também.
DOUNÊ: Isso.Tem o meu conhecimento em artes gráficas, que adquiri "malhando" nas redações de jornais e revistas.Mas é o meu conhecimento em arte que me auxilia no computador. Tem que se atrever a criar.
MBAC: Como é o seu processo de criação?
DOUNÊ: Algo inesperado. Me inspiro na criatividade. Coloco uma mancha de cor na tela, retoco, faço coisas, mexo, começa a aparecer algo, as formas surgem...
MBAC: Está gostando de expor no Museu de Belas Artes de Cataguases?
DOUNÊ: Eu estou voando. A exposição está maravilhosa. Estou sendo muito bem tratado pela equipe do Museu. Estou feliz.
MALU
Ela nasceu Maria Lúcia Gomes Ferreira, é chamada pelos amigos de Lu. Malu é algo novo, o pseudônimo que ela criou para esse momento. Diz que é para esconder a timidez, apenas por isso. Tem no processo de criação um relaxamento. Lembra com alegria o tempo que trabalhou em uma gráfica e hoje observa atenta as formas e as cores dos tecidos que ajuda a produzir na Companhia Industrial Cataguases. Malu é um novo nome das artes.
MBAC: Quando você começou a produzir arte?
MALU: É a primeira vez que exponho. Trabalhei em gráfica muito tempo, tinha uma técnica toda especial que me chamava a atenção. Hoje trabalho na sala de revisão de tecidos da Companhia Industrial Cataguases e observo cada detalhe. Mas esses desenhos são de 2009, foi quando surgiu essa ação de sentar no computador e criar. Comecei a pintar cores, riscos, traços, formas...
MBAC: E foi gostando do que via?
MALU: As pessoas começaram a me incentivar. Percebi que estavam gostando
MBAC: E o computador? Como ele surgiu enquanto ferramenta para sua criação?
MALU: É encantador. Eu adoro. Eu amo tecnologia. Passo noites no computador. A maioria das minhas telas são feitas à noite. É algo que me acalma.
MBAC: De onde vem sua inspiração?
MALU: Já fiz uma obra inspirada em um menininho que amo muito e que se chama Gabriel. Mas o que me inspira é a vontade de mexer com as cores. Nunca sei o que vou criar. A inspiração vem no momento que estou ali, no computador. Sei que amo.
MBAC: Você sabe que é uma artísta?
MALU: Não, Que isso! Isso tudo é novo pra mim. Quero conhecer mais. Preciso estudar, descobrir mais recursos.
MBAC: Você está gostando de expor no Museu de Belas Artes de Cataguases?
MALU: Olha... Meu sentimento é de agradecimento. É diferente quando não há recursos para mostrar sua arte. Sou pobre, foi difícil ampliar esses desenhos. Eu me empenhei. Agora eu estou aqui, expondo com o Dounê. Agradeço a confiança que o Museu de Belas Artes colocou em mim.
A abertura da exposição aconteceu na noite do dia 05 de fevereiro e as salas Francisco Inácio Peixoto e Marques Rabelo receberam mais de 200 pessoas no decorrer do evento. Até o dia 28 de fevereiro, os cataguasenses e visitantes podem apreciar as obras gratuitamente. O Museu abre suas portas entre 08 e 11 horas da manhã e 13 e 10 horas da noite.
Confira abaixo um breve bate-papo com os artístas Dounê Spínola e Malu. Eles falaram sobre arte, processo criativo e novas tecnologias.
DOUNÊ SPÍNOLA
Dounê é nome famoso na cultura em Cataguases. Mas pela primeira vez expõe sua criação para o público em um espaço destinado as artes. Ele faz arte digital. Tem o computador como ferramenta e é encantado com as possibilidades infinitas da máquina. Pudera... Ele vem com um currículo de anos e anos nas artes gráficas, em jornais e revistas, por onde trabalhou e aperfeiçoou seu olhar sensível em relação às cores e as formas.
MBAC: Quando começou a produzir arte ?
DOUNÊ: Desde o tempo de estudante tive o interesse, naquela época eram outras ferramentas. Depois comecei a trabalhar com artes gráficas e há quinze anos descobri os computadores e o programa photoshop me deu recursos para pintar sem pincel.
MBAC: Outras ferramentas, não é isso? Mais conhecimento também.
DOUNÊ: Isso.Tem o meu conhecimento em artes gráficas, que adquiri "malhando" nas redações de jornais e revistas.Mas é o meu conhecimento em arte que me auxilia no computador. Tem que se atrever a criar.
MBAC: Como é o seu processo de criação?
DOUNÊ: Algo inesperado. Me inspiro na criatividade. Coloco uma mancha de cor na tela, retoco, faço coisas, mexo, começa a aparecer algo, as formas surgem...
MBAC: Está gostando de expor no Museu de Belas Artes de Cataguases?
DOUNÊ: Eu estou voando. A exposição está maravilhosa. Estou sendo muito bem tratado pela equipe do Museu. Estou feliz.
MALU
Ela nasceu Maria Lúcia Gomes Ferreira, é chamada pelos amigos de Lu. Malu é algo novo, o pseudônimo que ela criou para esse momento. Diz que é para esconder a timidez, apenas por isso. Tem no processo de criação um relaxamento. Lembra com alegria o tempo que trabalhou em uma gráfica e hoje observa atenta as formas e as cores dos tecidos que ajuda a produzir na Companhia Industrial Cataguases. Malu é um novo nome das artes.
MBAC: Quando você começou a produzir arte?
MALU: É a primeira vez que exponho. Trabalhei em gráfica muito tempo, tinha uma técnica toda especial que me chamava a atenção. Hoje trabalho na sala de revisão de tecidos da Companhia Industrial Cataguases e observo cada detalhe. Mas esses desenhos são de 2009, foi quando surgiu essa ação de sentar no computador e criar. Comecei a pintar cores, riscos, traços, formas...
MBAC: E foi gostando do que via?
MALU: As pessoas começaram a me incentivar. Percebi que estavam gostando
MBAC: E o computador? Como ele surgiu enquanto ferramenta para sua criação?
MALU: É encantador. Eu adoro. Eu amo tecnologia. Passo noites no computador. A maioria das minhas telas são feitas à noite. É algo que me acalma.
MBAC: De onde vem sua inspiração?
MALU: Já fiz uma obra inspirada em um menininho que amo muito e que se chama Gabriel. Mas o que me inspira é a vontade de mexer com as cores. Nunca sei o que vou criar. A inspiração vem no momento que estou ali, no computador. Sei que amo.
MBAC: Você sabe que é uma artísta?
MALU: Não, Que isso! Isso tudo é novo pra mim. Quero conhecer mais. Preciso estudar, descobrir mais recursos.
MBAC: Você está gostando de expor no Museu de Belas Artes de Cataguases?
MALU: Olha... Meu sentimento é de agradecimento. É diferente quando não há recursos para mostrar sua arte. Sou pobre, foi difícil ampliar esses desenhos. Eu me empenhei. Agora eu estou aqui, expondo com o Dounê. Agradeço a confiança que o Museu de Belas Artes colocou em mim.
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